Na primeira peça desta série, perguntava-me o seguinte: quando olhamos para uma selecção, de que geografias estamos realmente a falar? A resposta, como vimos, raramente cabe numa só camada. Há o país representado, o país de nascimento, o país de formação, o país onde se joga actualmente e, em muitos casos, as origens familiares documentadas.
Nesta segunda peça, a pergunta muda ligeiramente. Em vez de olhar apenas para cada camada em separado, tento observar as ligações entre elas. De onde vêm os jogadores que representam uma selecção? Onde se formaram? Que países funcionam como espaços de passagem, de formação ou de origem? E que relações históricas ajudam a explicar algumas das linhas mais fortes?
Para isso, usei um tipo de gráfico que se chama, tecnicamente, diagrama de cordas: os países aparecem num círculo; as linhas no interior ligam dois países; quanto mais larga a linha, maior o número de jogadores nessa ligação. Não se deve ler cada linha como se fosse necessariamente uma deslocação individual directa. Uma ligação França → Argélia, por exemplo, significa que há jogadores nascidos em França que representam a Argélia; não significa que todos tenham “migrado” de França para a Argélia. O gráfico mostra relações agregadas entre países.

O primeiro gráfico mostra as principais ligações internacionais entre país de nascimento e país representado. Entre os jogadores que não nasceram no país que representam, a ligação mais forte é Países Baixos → Curaçao: 24 jogadores (praticamente a selecção toda) nasceram nos Países Baixos e representam Curaçao. É o caso, por exemplo, de Eloy Room, Juninho Bacuna, Leandro Bacuna, Riechedly Bazoer ou Sontje Hansen. A força desta ligação não é, claro, acidental. Curaçao tem uma relação institucional, histórica e familiar muito próxima com os Países Baixos. O futebol apenas torna visível uma circulação que já existe noutros planos: cidadania, família, mobilidade, formação e mercado de trabalho.
A segunda grande presença é a França. Muitos jogadores nascidos em França representam selecções com fortes ligações históricas, familiares e migratórias ao espaço francês. Na base analisada, aparecem ligações como França → Argélia, França → Congo DR, França → Haiti, França → Senegal, França → Costa do Marfim, França → Tunísia e França → Marrocos. No caso da Argélia, encontramos jogadores como Riyad Mahrez, Houssem Aouar, Aïssa Mandi, Rayan Aït-Nouri ou Amine Gouiri: todos nascidos em França, mas ligados à selecção argelina. No caso do Congo DR, aparecem exemplos como Cédric Bakambu, Gaël Kakuta, Yoane Wissa ou Arthur Masuaku. No Haiti, a ligação francesa surge com jogadores como Duckens Nazon, Jean-Ricner Bellegarde, Jean-Kévin Duverne ou Johny Placide.
O que estes casos mostram é que uma selecção é, além de uma representação do próprio país, um retrato das suas diásporas, das histórias familiares, das antigas relações coloniais, das redes linguísticas e dos sistemas de formação futebolística existentes noutros países.

O segundo gráfico troca o nascimento pela formação. Aqui a pergunta é: em que país se formaram os jogadores que representam outra selecção?
A hierarquia é parecida, mas não exactamente igual. A ligação Países Baixos → Curaçao continua a ser a mais forte: 25 jogadores da selecção de Curaçao fizeram a sua formação principal nos Países Baixos. Os Países Baixos são um país de nascimento de muitos jogadores, mas também o principal espaço de socialização futebolística e geral. Não estamos a falar de pessoas que tenham realmente convivido diariamente com a realidade da ilha, embora não se possa inferir nada quanto à relação afectiva, familiar, íntima com o território representado.
A França volta a ocupar um lugar central. Há 13 jogadores formados em França que representam o Haiti, 11 que representam a Argélia, 11 que representam o Congo DR, 11 que representam o Senegal e 10 que representam a Costa do Marfim. Esta presença francesa reflecte simultaneamente a dimensão do sistema futebolístico francês, a história migratória de várias populações africanas e caribenhas em França, e a possibilidade de jogadores formados num país europeu representarem selecções às quais estão ligados por origem familiar.
Portugal também aparece nesta lógica, embora com uma intensidade menor. A ligação Portugal → Cabo Verde conta 6 jogadores formados em Portugal e que representam Cabo Verde. Entre eles estão Telmo Arcanjo, Hélio Varela, Wagner Pina, Diney Borges, Gilson Benchimol e Nuno da Costa. A relação entre os dois países é suficientemente conhecida: história colonial, língua, redes familiares, presença cabo-verdiana em Portugal e circulação futebolística entre os dois espaços.

O terceiro gráfico observa outra relação: a distância entre nascer num país e formar-se noutro. Aqui, os fluxos são menos intensos. Isto é importante. Muitos jogadores que nasceram fora do país que representam também se formaram no país onde nasceram. É o caso dos já mencionados jogadores de Curaçao, que nasceram e se formaram nos Países Baixos; vários jogadores da Argélia, Haiti, Senegal ou Congo DR nasceram e formaram-se em França; vários jogadores de Marrocos nasceram e formaram-se em Espanha, França, Bélgica ou Países Baixos.
Quando nascimento e formação não coincidem, os fluxos são mais pequenos, mas ainda reveladores. Aparecem ligações como França → Espanha (nascer em França, formar-se em Espanha), Bósnia-Herzegovina → Croácia (nascer na Bósnia, formar-se na Croácia), Cabo Verde → Portugal, Costa do Marfim → França, Haiti → Brasil ou Iraque → Suécia. São trajectórias menos massivas, mas ajudam a perceber que a formação futebolística não acompanha sempre o lugar de nascimento. Um jogador pode nascer num país, crescer futebolisticamente noutro, representar um terceiro e jogar profissionalmente num quarto. É esta sobreposição de camadas que torna o futebol internacional particularmente interessante para pensar geografia social.

O gráfico seguinte, em forma de fluxos entre três colunas, junta nascimento, formação e selecção representada. A leitura é diferente da dos diagramas circulares: aqui seguimos trajectos agregados entre três momentos. A primeira coluna indica o país de nascimento; a segunda, o país de formação; a terceira, a selecção representada. O que se vê é que alguns países funcionam como verdadeiros países-ponte. A França é o caso mais evidente. Aparece muitas vezes como país de nascimento e de formação de jogadores que depois representam selecções africanas ou caribenhas. Os Países Baixos têm um papel semelhante, sobretudo em relação a Curaçao e Cabo Verde. A Inglaterra aparece em ligações com a Escócia, os Estados Unidos, o Canadá, o Gana ou o Congo DR. A Alemanha surge em trajectórias ligadas à Turquia, Croácia, Bósnia-Herzegovina, Tunísia ou Iraque. São espaços onde se cruzam imigração, descendência, academias, clubes, cidadania desportiva e oportunidades profissionais.

O gráfico dos países-ponte resume bem esta ideia. Entre os jogadores que representam outra selecção, a França aparece como o principal país de nascimento externo: 74 jogadores nasceram em França e representam outro país. Também é o principal país de formação externa: 79 jogadores formaram-se em França e representam outra selecção. A seguir vêm os Países Baixos, com 41 jogadores tanto no nascimento como na formação. A Inglaterra, a Alemanha, a Espanha, a Bélgica, a Suécia e Portugal aparecem num segundo plano. Portugal surge com 8 jogadores formados em Portugal que representam outro país e 4 jogadores nascidos em Portugal que representam outra selecção. É uma posição menos central do que a francesa ou neerlandesa, mas ainda assim relevante, sobretudo nas ligações a Cabo Verde.
Alguns mapas de trajectórias
Os mapas seguintes mostram casos concretos. Em cada mapa, o ponto da selecção representada aparece no país da selecção; os pontos de nascimento, formação e clube actual ajudam a visualizar a dispersão dos jogadores. A fonte continua a ser a mesma base de dados: 26 jogadores por selecção.

Curaçao é talvez o caso mais claro de uma selecção construída a partir de uma diáspora futebolística muito concentrada. O mapa mostra uma forte ligação com os Países Baixos. Muitos jogadores nasceram e formaram-se em cidades neerlandesas, mesmo quando representam Curaçao. A imagem é quase um arco entre o Caribe e a Europa. Depois, os clubes actuais espalham-se por vários países: Países Baixos, Inglaterra, Turquia, Suíça, Bélgica, Estados Unidos, Malásia ou Arábia Saudita.

Marrocos apresenta uma configuração diferente. A selecção combina jogadores nascidos e formados em Marrocos com jogadores vindos de várias diásporas europeias. França, Espanha, Bélgica e Países Baixos aparecem com muita força. Achraf Hakimi nasceu em Espanha, Noussair Mazraoui e Sofyan Amrabat nos Países Baixos, Brahim Díaz em Espanha, Bilal El Khannouss na Bélgica, Ayyoub Bouaddi e Neil El Aynaoui em França. O mapa mostra bem uma selecção que não é apenas marroquina no sentido territorial estrito, mas também europeia no percurso de muitos jogadores.

Cabo Verde tem uma geografia marcada por três pólos: o próprio arquipélago, Portugal e os Países Baixos. Há jogadores nascidos e formados em Cabo Verde, mas também jogadores nascidos ou formados em Portugal, nos Países Baixos, em França, na Irlanda ou nos Estados Unidos. Telmo Arcanjo, Hélio Varela e Wagner Pina nasceram em Portugal e representam Cabo Verde; Jamiro Monteiro, Garry Rodrigues e Laros Duarte nasceram nos Países Baixos. Esta é uma selecção onde a emigração cabo-verdiana aparece de forma muito visível.

O Haiti mostra uma geografia ainda mais dispersa. A selecção liga as Caraíbas à França, ao Canadá, aos Estados Unidos, ao Brasil e a vários clubes europeus. Há jogadores nascidos e formados em França, como Duckens Nazon, Jean-Ricner Bellegarde ou Jean-Kévin Duverne; outros têm trajectórias ligadas à América do Norte ou ao Brasil. O mapa torna visível uma selecção que se apoia numa diáspora muito espalhada.

A Bósnia-Herzegovina é um caso europeu muito interessante. O mapa mostra uma forte concentração na Europa Central e do Norte: Alemanha, Áustria, Suécia, Eslovénia, Croácia, Dinamarca e Suíça. Isto reflecte uma diáspora ligada à história recente dos Balcãs e às migrações para países europeus. Jogadores como Sead Kolašinac, nascido na Alemanha, Benjamin Tahirović e Armin Gigović, nascidos na Suécia, Amar Dedić, nascido na Áustria, ou Tarik Muharemović, nascido na Eslovénia, ilustram essa dispersão.

O Congo mostra uma ligação muito forte com a Europa francófona, sobretudo França e Bélgica. Cédric Bakambu, Yoane Wissa, Gaël Kakuta, Arthur Masuaku ou Lionel Mpasi nasceram em França; outros jogadores passam por clubes e percursos de formação europeus. A Bélgica também aparece, como seria expectável, dada a relação histórica entre Bélgica e Congo. O mapa evidencia uma selecção cuja geografia contemporânea passa muito por antigas metrópoles coloniais e por redes migratórias europeias.

A Argélia é outro caso em que a ligação com França domina visualmente. Muitos jogadores nasceram ou formaram-se em França e representam a Argélia: Riyad Mahrez, Houssem Aouar, Aïssa Mandi, Rayan Aït-Nouri, Nabil Bentaleb ou Amine Gouiri. A força desta linha tem uma história longa. Não é apenas futebol. É colonialismo, independência, migração laboral, família, nacionalidade, língua, bairros, clubes e academias. O futebol condensa tudo isso num mapa muito simples de ler.

A Escócia mostra um caso diferente dos anteriores. Aqui, a questão não é uma antiga relação colonial entre dois países distantes, mas a estrutura particular do futebol britânico. Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte competem com selecções próprias, embora façam parte do Reino Unido. Por isso, jogadores nascidos em Inglaterra podem representar a Escócia por ligação familiar. Scott McTominay, Angus Gunn, Che Adams, George Hirst ou Tyler Fletcher ilustram essa situação. O mapa mostra que nem todas as “ligações internacionais” têm o mesmo significado histórico.

O Canadá é outro tipo de caso. A selecção reflecte uma sociedade de imigração recente e diversificada. Há jogadores nascidos no Canadá, mas também jogadores nascidos em Inglaterra, Costa do Marfim, Estados Unidos, Nigéria ou Gana. Alphonso Davies nasceu no Gana, de origem liberiana, e formou-se no Canadá; Jonathan David nasceu nos Estados Unidos, tem origem haitiana e formou-se no Canadá; Ismaël Koné nasceu na Costa do Marfim e formou-se no Canadá; Tani Oluwaseyi nasceu na Nigéria. Aqui, o mapa não aponta para uma única relação histórica dominante, mas para uma combinação de imigração, integração e formação futebolística.
As origens familiares: outra camada do mapa
Até aqui, os gráficos cruzavam nascimento, formação e selecção representada. Mas a base inclui também uma camada mais delicada: as origens familiares documentadas em fontes públicas. Esta camada deve ser considerada com alguma prudência. Nem todos os jogadores têm informação pública sobre origem dos pais, avós ou elegibilidade familiar. Trata-se apenas de uma amostra, não representativa. Um mesmo jogador pode contribuir com mais de uma origem: por exemplo, quando há informação sobre pai e mãe de países diferentes, ou sobre ascendência adicional.

O primeiro destes gráficos liga origem documentada e país de nascimento. A ligação mais forte é Curaçao → Países Baixos: 27 referências. Isto quer dizer que há jogadores com origem documentada em Curaçao que nasceram nos Países Baixos. É exactamente o padrão que víamos nos mapas de Curaçao: jogadores neerlandeses por nascimento, mas ligados familiarmente a Curaçao.
Depois aparecem várias ligações entre países africanos e França: Argélia → França, Congo → França, Senegal → França, Costa do Marfim → França. Estas ligações ajudam a perceber por que razão tantas selecções africanas têm jogadores nascidos em França. Não se trata apenas de jogadores que escolheram uma selecção diferente; trata-se frequentemente de jogadores nascidos em famílias com origem nesses países.

Quando cruzamos origem documentada e formação, a lógica mantém-se. A ligação Curaçao → Países Baixos é novamente a mais forte: 28 referências. Seguem-se Argélia → França, Congo → França, Senegal → França e Haiti → França. Em termos simples: muitos jogadores com origem familiar nesses países foram formados no sistema futebolístico francês ou neerlandês.
Isto é importante porque a formação não é apenas técnica. Um jogador formado em França ou nos Países Baixos incorpora também as oportunidades, os clubes, os olheiros, as academias e as desigualdades desses contextos. A selecção nacional que vemos no Mundial é o resultado final de percursos que começaram muitas vezes longe do país representado.

O terceiro gráfico desta série liga origem documentada e selecção representada. Algumas ligações confirmam o que seria de esperar: jogadores com origem cabo-verdiana na selecção portuguesa, jogadores com origem congolesa na selecção belga, jogadores com origem argelina na selecção francesa, jogadores com origem bósnia na selecção croata.
Os exemplos ajudam a tornar isto mais concreto. Na selecção dos Países Baixos, há jogadores com origem surinamesa, como Virgil van Dijk, Justin Kluivert, Ryan Gravenberch, Noa Lang, Donyell Malen, Denzel Dumfries ou Crysencio Summerville. Na selecção portuguesa, aparecem referências a Cabo Verde em jogadores como Nélson Semedo, Cristiano Ronaldo, Renato Veiga ou Nuno Mendes. Na selecção belga, Romelu Lukaku, Dodi Lukébakio, Koni De Winter ou Nathan Ngoy aparecem ligados ao Congo. Na selecção francesa, Kylian Mbappé, Rayan Cherki, Michael Olise ou Maghnes Akliouche ilustram origens familiares que tornam a própria selecção francesa mais diversa do que uma leitura puramente territorial sugeriria.
A palavra “representar” ganha um significado particular. Um jogador pode representar o país onde nasceu; pode representar o país dos pais ou avós; pode representar o país onde cresceu; pode representar uma federação com a qual tem uma ligação formal; pode ainda carregar várias destas camadas ao mesmo tempo. Ainda me lembro de Robert Pires, campeão mundial pela França em 1998, de pai português, a evocar a sua forte ligação ao nosso país e as férias que costumava passar por cá.
O que estes mapas dizem e o que não dizem
Estes gráficos não devem ser lidos como uma explicação completa da identidade de cada jogador. A identidade não cabe numa célula de Excel, nem numa linha de mapa. O objectivo é mais modesto: mostrar que as selecções nacionais são construídas a partir de trajectórias territoriais concretas.
Há três ideias que me parecem importantes.
A primeira é que o país representado raramente esgota a história territorial de uma selecção. Curaçao não se entende sem os Países Baixos. A Argélia não se entende sem a França. Cabo Verde não se entende sem Portugal e os Países Baixos. Marrocos não se entende sem a França, a Espanha, a Bélgica e os Países Baixos. A Bósnia-Herzegovina não se entende sem a Alemanha, a Áustria, a Suécia ou a Suíça. O Canadá não se entende sem uma história recente de imigração vinda de várias partes do mundo.
A segunda é que os grandes países de formação aparecem como nós de circulação. França, Países Baixos, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Bélgica e Portugal são países onde muitos jogadores se formam antes de representarem outras selecções. Isto dá-lhes uma importância que não se vê apenas olhando para os clubes actuais.
A terceira é que as origens familiares documentadas mostram uma dimensão que os mapas de nascimento e formação não captam totalmente. Um jogador nascido em França pode ser apenas “francês” numa base de dados de nascimento, mas a sua trajectória familiar pode ligá-lo à Argélia, ao Senegal, ao Congo, a Marrocos, ao Haiti ou a vários outros países. O mesmo vale para jogadores nascidos nos Países Baixos, em Inglaterra, na Alemanha, na Bélgica ou em Portugal.
Tudo isto não torna as selecções menos nacionais. Torna-as nacionais de outra maneira. Uma selecção nacional não se pode reduzir à soma dos jogadores que nasceram dentro das fronteiras do país. É também o resultado de histórias de mobilidade, diáspora, formação, oportunidade e pertença. Se o Mundial costuma ser apresentado como uma competição entre países, o que realmente é, não deixa de constituir, ao mesmo tempo, um arquivo discreto de uma multiplicidade de trajectórias humanas. As linhas atravessam oceanos, antigas relações coloniais, bairros de imigração, academias europeias, famílias espalhadas por vários países e jogadores que carregam mais do que uma geografia.
Na terceira e última peça desta série, falaremos da distribuição geográfica actual dos jogadores.
Nota metodológica
A base usada nesta análise inclui 1 248 jogadores, correspondentes a 48 selecções e 26 jogadores por selecção. A informação foi recolhida e organizada por mim com apoio de inteligência artificial, sendo depois revista e validada caso a caso sempre que possível.
No corpo do texto uso a palavra “país” para simplificar a leitura. Em sentido futebolístico, algumas selecções não correspondem exactamente a Estados soberanos. A opção foi privilegiar a clareza, sem ignorar essa nuance.
As origens familiares só foram codificadas quando havia informação pública encontrada nas fontes consultadas. Quando não havia informação suficiente, o campo foi deixado em branco. Por isso, os gráficos sobre origens documentadas devem ser lidos como retrato parcial das fontes disponíveis, não como retrato completo da biografia familiar de todos os jogadores.
Por fim, uma nota para os geógrafos: é verdade, não coloquei a seta Norte nem a escala nos mapas. A explicação é esta: esquecimento seguido de preguiça.

